Monday, March 16, 2009

Momento cult (só rindo!)

Queria só fazer uma análise crítica quase que profissional (cof, cof) de uma dobradinha livro/filme.
Acabei de ler o livro "Ensaio sobre a cegueira", de Saramago e logo em seguida pedi o filme no Netflix (locadora pelo correio!).
Gostei do livro, apesar de te fazer sentir um medão de ficar cego. Faz pensar (eu tbém penso!) em como o ser humano é bicho esquisito e em como situações adversas podem fazer com que vc mude competamente de personalidade. Melhor dizendo, a gente vira bicho!
Foi daqueles livros que vc não quer parar de ler, mas nesse caso, foi porque o autor enrola um bocado nos detalhes e te da vontade de saber o que vai acontecer logo. Tipo, desembucha logo meu filho! Eu tinha na minha cabeça que ou a mulher que enxergava ia ficar cega e ia acabar por isso mesmo (esses finais sem sentido modernos) ou todo mundo voltava a enxergar. Claro que não vou contar o final.
Aí fiquei doidinha pra ver o filme, pra poder colocar cara na imaginação. Achei o filme bem fiel ao livro, apesar de ter deixado de fora cenas marcantes. Também decepcionou a atuação dos atores. Fiquei com dó do Kurt que assistiu ao filme comigo sem ter lido o livro. Chato e mal feito eram os comentários que eu esperava ouvir dele e foi mais ou menos por aí mesmo.
Mas mesmo assim recomendo - o livro, não o filme.

4 comments:

Janaina said...

Pois é, eu que não li o livro, como havia te falado, não amei o filme. Só gostei. Não gostei do enredo não ter um porque. Porque as pessoas ficaram cegas ou porque voltaram a enxergar. Logico que tem uma série de coisas e acontecimentos que te fazem pensar, mas mesmo assim queria que o motivo da cegueira fosse explicado. Mas é sempre assim, um filme nunca supera um livro. O livro de faz viajar nas asas da imaginacão e os detalhes são bem mais ricos. Foi assim com O Marley e Eu, o último filme/livro que vi e li. O livro dá de dez, assim como o filme da Becky Bloom. O livro é muito melhor...

cris said...

Tb recomendo... o livro, não o filme!
ÓÓÓÓ Bé, cult!!! Hahahahahaha!

Mônica Teles-Carr said...

Saramago realmente da voltas enormes ate chegar aos finalmentes. Um senhor escritor, pra quem gosta de narrativas detalhadas. Eu prefiro o nosso velho Jorge Amado no diz respeito aos detalhadas, ou ate o Gabriel Garcia Marques. Quando assisto filmes depois de ler livros proucuro deixar minhas expectativas de lado. E muito dificil um filme ser tao bom quanto o livro. Ate hoje nao consegui encontrar nenhum.
Blog tambem eh cultura, Iza.
E obrigada pelo recadinho deixado la no meu. Estou realmente radiante de felicidade e poder compartilhar isso com pessoas queridas eh muito bom.
beijos no seu coracao

Anonymous said...

garotas (e garotos):
mto legais as opinioes, e como gosto dessas coisas, tambem vou deixar a minha. Alguns autores, como o Saramago, parecem procurar historias que permitam um recheio denso de detalhes e "deixas". No caso, vale perceber as metaforas que sao usadas e como ele ve o comportamento humano dentro da narrativa. É claro que se for um caso mto viajante, algo que se afaste muito da realidade, fica esquisito. Mas pra mim é sempre bom ler um livro que permita usar a imaginacao e trabalhar o raciocinio sobre coisas nem tao tangiveis, uma especie de terapia mental. Acho que nao tem porqueas pessoas ficarem cegas ou deixarem de ficar. Mas faz muito sentido pensar como as pessoas se comportam em situacoes extremas, como o ser humano reage a uma catastrofe abrupta de suas condicoes de vidas. Com amor? Egoismo? Compaixao? Redencao? Repressao? "O ensaio..." foi um dos melhores livros que já li. Estou curioso pra ver o filme.
Beijos
Fe.