Thursday, March 19, 2009

De religião não se fala... mas vou falar!

Eu sou católica não praticante. E não pratico aqui porque não entendo nada que eles falam nas missas e odeio missa chata. A Bíblia em inglês é muito difícil de entender, então qual seria o ponto em ir à igreja se você não vai entender bulhufas do que está sendo falado. Além desses motivos, eu não concordo com muitas coisas que a igreja faz e diz, então ainda estou tentando encontrar um meio-termo, um "lugar" onde eu me sinta bem, feliz e confortável.
Eu sei que esse assunto já virou a página, mas como o véio esquisito do correio comentou comigo ontem a respeito (ele adora puxar papo comigo, então tudo que ele vê do Brasil ele vem me perguntar), resolvi comentar aqui. A pobre menina de 9 anos engravida, vítima de estupro, e a igreja quer jogar pedras nela, na mãe, nos médicos, etc. Já não basta o sofrimento que a menina e a mãe tem que passar, a igreja tem que aparecer pra fazer elas sofrerem ainda mais.
Eu achei (minha opinião, se vc não concorda, desculpa aí, mas não tenta "pregar" pra mim que não cola) um ABSURDO, o maior dos absurdos dos absurdos a igreja excomungar todo mundo. Sendo pró aborto ou não sendo pró aborto, como que alguém espera que essa menina, nem adolescente ela é ainda, cuide de uma criança? E pra mim, a questão nem é essa. A questão é que Deus nos dá livre-arbítrio e nos pede pra não julgar, porque Ele o fará. Quem a igreja pensa que é pra agir como se fosse Ele? Pra mim, de novo, pra mim, a igreja tem como função propagar a palavra e fazer o bem. Ao invés de se preocupar em aparecer as custas dessa inocente, vai fazer caridade. Vai se preocupar com o que a comunidade necessita e deixa a família da menina decidir quantas pedras elas conseguem carregar nas costas.
Eu entendo que o bebê que ela levava no ventre (ou bebês, o hominho do correio disse que eram gêmeos) também é um inocente que não tem culpa de nada e de novo quero deixar claro que o meu ponto de vista não é o aborto. É a igreja, que não tem moral nenhuma pra falar de ninguém (não sou eu que tô inventando isso, a história nos prova o quanto a igreja católica já foi suja e ainda é). Vale também lembrar que não gosto de generalizar. Por isso que eu escolho bem a igreja que vou: só vou se o padre for bacana e fala da mensagem de Deus de uma maneira simples e honesta. Se o padre fica falando de dízimo 90% do tempo da missa, tô fora. Se o padre é preconceituoso, tô fora. Como em todos os lugares, sempre se tem 1 ou 2 ou várias maçãs podres dentro do cesto e não podemos deixar que elas contaminem todo o resto.

2 comments:

Mariana said...

É, a menina estava grávida de gêmeos, estuprada pelo padrasto... inacreditável, né? A igreja não se posicionou contra esse monstro hora nenhuma, só contra aqueles que queriam tornar a coisa o menos traumática possível para uma menina já marcada pro resto da vida. Eu nem gosto de comentar essas coisas ridículas porque me dá nos nervos. Se o papa um dia "liberar" o aborto, os padres tudo vão atrás, ah! agora pode sim!!! Esse tiranismo é que não dou conta. Mas eu também gosto de me sentir mais perto de Deus quando vou a uma missa aonde o padre transmite paz e espiritualidade, não aonde o padre faz papel de juiz.

Maria Angela said...

Isso mesmo Isa. quem pode julgar as pessoas: apenas Deus. quem somos nós... Beijo procê da Tia Anginha