Wednesday, September 10, 2008

Thank you, dispenso comentários!

Ok, admito, sempre tive um probleminha de ordem menor: flatulência!
Fui herdar da família de papai logo essa jóia rara. Lá em casa todos herdamos, acho que menos o Vinícius (flatulência mais contida).
Bem, várias coisinhas já me aconteceram nessa vida por conta da tal herança. Nada muito constrangedor até conhecer meu atual marido.
Antigamente meu problema só incomodava aos meus familiares, mas como era o sujo reclamando do mal lavado, nunca me importei.
Me incomodou também na época em que comecei a trabalhar e estudar ao mesmo tempo e não podia "liberar" meus poderes (como mulher finíssima que sempre fui). Me lembro que chegava na faculdade e as vezes (quase todos os dias) morria de dor, mas dor mesmo, daquelas de contorcer, por causa do gás acumulado na barriga. O problema é que eu não mandava fax pro Bush lá do trabalho não. Como eu iria entregar pra metade da empresa que eu era uma mulher fina por fora, mas podre por dentro?? Me recusava e já sabia que a dor na hora da faculdade ia me fazer pagar pelos meus pecados.
Minhas amigas sempre souberam do meu pequeno problema. As amigas novas também logo descobriam (a Bi que o diga, aliás, que nunca o diga pra ninguém!). A única amiga que eu poupava por ser A FINESA em pessoa era a Tata. Tata né gente, não tem nem como não poupar, senão ela passa mallllllllllll (amiga, eu que não conto pra ninguém daquela história sua do banheiro entupido numa fazenda, porque nunca iria queimar seu filme desse jeito).
Well, tudo caminhava sob absoluto controle até eu me mudar pra essa terra e conhecer meu príncipe encantado. Como eu e Kurt cumprimos todos os protocolos do conhecer, namorar, noivar e casar em "timely fashion", fomos nos conhecendo e criando intimidade meio que rapidamente. Mas não intimidade suficiente pra ele conhecer minha herança preciosa, não, isso NUNCA. Ele iria desistir de mim e me despachar de volta pro Brasil.
Mas destino é destino e me pregou uma de suas peças. Acho que uma força maior queria que ele visse a realidade nua e crua antes de nos casarmos.
O que aconteceu foi o seguinte: devia ser a segunda ou a terceira vez que dormia na casa dele, naquela cama deliciosa (não no chão do meu apto), com lençóis de 400 fios de algodão puro e eis que no meio da noite sou violentamente acordada com um barulho: "trrrrraaaaaaaaa". Assim, cruel, seco e alto! "Trrrrrrraaaaaaaaa". O que??? "Cof, cof, cof...." Não me mexo, abro um olho só pra ver se ele está se movendo e nada. Ele continua dormindo, lindo e sereno, na mesma posição que se encontrava antes. Volto a "dormir" pensando, meu Pai Eterno, por que eu?? Como assim?? Será que ele escutou??? Será que tossir encobriu o meu crime?? Quanta vergonha.
E o destino me pregou a mesma peça umas duas vezes mais (e nem foi na mesma noite!). E eu não sabia se ele havia escutado ou agido como um "gentleman" apaixonado que estaria disposto a passar por cima de qualquer "probleminha de ordem menor" em nome do amor! Eu voltava pra casa e me consultava com minha terapeuta Jana como um homem que havia broxado na noite anterior: "amiga, o que está acontecendo comigo? Isso nunca me aconteceu antes".
Depois de quase 1 ano de casados ele veio me contar, num momento briguinha de quem é o responsável por esse odor, que ele escutou tudinho. E que ria das minhas "cof, cof, cof" tentativas de encobrir meu crime! E eu???? Nego, nego até a morte. Não fiz, não fiz, não fiz e ele tá mesmo é ficando louquinho da Silva.
Durante a gravidez não conseguia me conter e tive o problema justificado por 9 meses. Mas e depois?? Ahhhh, tudo ainda conseqüência da gravidez.
E agora?? Ahhhhhhhhhhhh, agora não tenho mais muita justificativa, falo que foi o Gabe (não me atirem pedras, nem fico de consciência pesada), quando cola, colou. E cola, cola muito porque o coitadinho do Gabe herdou também. Eitcha bichinho flatulento!
As primeiras investidas sociais que demos foram todas marcadas pela sinfonia oriunda daquela bundinha inocente. Quando o Gabe tinha 5 meses comecei a freqüentar aulas de sinais com ele (pra aprender a fazer sinais quando não se sabe falar). Antes que balancem a cabeça, coloquei mais pra ele poder interagir com outras crianças, sabia que ele não aprenderia muita coisa novinho daquele jeito. Então fazíamos uma roda, pais e filhos assentados no chão e no minuto em que a aula começava, naquele segundo esquisito em que todo mundo se calava, o Gabe soltava o verbo (com o buraco de baixo!). E eu fina como sempre ficava com o rosto vermelhinho (aqui meu rosto fica vermelho porque esbranqueio!) e dizia, "sorry, I don't know who he got that from! (desculpem, não sei a quem ele puxou!)". kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk No fundo tava me matando de rir por dentro e com orgulho da cria!!!!
E ontem gente? Ontem a minha avó postiça daqui (Nana) finérrima me levou pra jantar e quando desceu do carro fez questão de carregar o Gabe até em casa. E eu atrás. E aquele som inconfundível ("trrrrrrrrrrrraaaaaaaaa") vindo da direção da Nana e eu atrás quase me mijando de rir!!!! 2 vezes, 2 longas pérolas!!! Se fosse alguém que não conhecesse o Gabe muito bem (eu e Kurt), pensaria que a Nana estava tendo seríssimos problemas digerindo o nosso jantar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas voltando a mim, porque o Gabe é um pequeno inocente que ainda nem pode se defender, to tendo que me adaptar, já que agora, à beira dos 30, meu estômago resolveu avisar pra todo mundo que algo terrível está por vir e não posso mais me dar ao luxo de NÃO ir ao banheiro passar um fax pro Bush assim como fazia antes. O escritório inteiro saberia por causa dos barulhos oriundos do estômago.
Eitcha que não tô afim de ficar velha não!!!!!

3 comments:

Jana said...

Voce eh doida!! Como tem coragem de falar para o mundo inteiro que voce solta pum dormindo, que seu coco fede mais do que a fazenda do lado da sua casa e que mesmo cortando os gases eles ainda teimam em te perseguir????

cris said...

kkkkkkkk, esse blog tá parecendo coisa de maluco mesmo! Bé, perdeu a noção da classe? Vc eh doida mesmo! Mas quem te viu e quem te vê, né?
Parabéns por hj!!!
E viva os 30!!!
Muitos beijos

Mariana said...

Eu que sei o que é dormir no mesmo quarto de vossa senhoria.... Se chegava de madrugada então depois de uma baladinha que precisava "se conter", ai, ai, Jesus!!!! Sobrava pra mim... Depois do tiroteio era uma hora de risadas até pegarmos no sono....